RPA, do que se trata afinal?

Depois de tantos chavões como BI, BPM’s, Cloud, Big Data, surge um novo, o RPA – Robotic Process Automation, que segundo parece vai andar nos nossos ouvidos por vários anos. Este conceito assenta numa premissa bastante evidente, a de que vamos deixar de fazer tarefas repetitivas ao computador. Se recuarmos na história foi algo que já aconteceu, mais especificamente nas fábricas com a introdução de máquinas e robots, foi algo disruptivo na altura, as fábricas melhoram exponencialmente o seu funcionalmente e o ser humano adaptou-se para melhor. É o sentido natural da evolução e da tecnologia, é irrefutável, não faz sentido dispor de massa cinzenta atrás de uma computador para a execução dos mesmo clicks durante toda a vida.

Porquê agora?

Atualmente o software que permite simular comportamentos repetitivos ao computador entrou numa fase de maturação consolidada, visto que nos últimos anos surgiram diversos players com soluções sólidas e evidências comprovadas, demonstrando respostas sólidas para os vários cenários de automatização. O investimento e a atenção captada permitiu também uma diminuição dos valores associadas às licenças, conjugado com o aparecimento de soluções open source de elevada qualidade. É também de evidenciar a simplicidade com que é possível construir soluções sem recorrer a código, permitindo tempos de desenvolvimento mais baixos, preços competitivos e a inclusão de elementos ligados ao negócio na componente mais técnica.

Qual é o fator disruptivo?

Assim que um gestor identifica uma dor na sua organização e dá início a um projeto de IT, quer por via de recursos internos ou externos, os projetos por mais elementares que sejam, traduzem-se em grandes soluções, complexas, monolíticas, envolvendo conhecimento especializado, com elevados tempos de desenvolvimento, e prazos de entrega que implicam ao gestor esperar demasiado para colher os primeiros antibióticos para a sua dor. Já para não falar de contratos de suporte ruinosos com custos que mais se assemelham ao de um projeto feito de raiz.

Num projeto RPA começa-se por levantar os processos repetitivos a robotizar, ou seja, uma fase analítica para documentar as tarefas. Para já e para fins demonstrativos vamos considerar que existem 15 processos na sua organização que podemos robotizar. Em conjunto, priorizam-se os processos com base na mais valia para organização, analisando-se a complexidade vs tempo de desenvolvimento vs ganhos para o cliente. A titulo de exemplo identificam-se 3 processos que lhe vão poupar cada um 1 hora diária. Pelo que 1 hora * 252 dias úteis * 3 processos ira-lhe poupar 756 horas por ano. Assim definimos um plano de projeto ágil com metodologia Scrum com base em sprints de desenvolvimento, sendo que ao fim do segundo sprint entrega-se para instalação o primeiro processo robotizado pronto a utilizar, sendo que o restante trabalho prossegue e para já vamos fazer uma pausa aqui!

Reparou que eu falei em 2 conceitos um pouco fora do comum: Metodologia ágil em consultoria e deploys prontos a utilizar pelo cliente logo no início do projeto. Creio que não lhe tenho que explicar a razão pela qual os modelos tradicionais de desenvolvimento e planeamento de projeto, como waterfall são ruinosos aos dias de hoje para o desenvolvimento de arquiteturas robustas (soluções robustas a longo prazo produzem software de qualidade que se traduz em menos manutenção, falhas e melhor marketing interno e externo das peças de software). Além do mais, um desenvolvimento ágil aproxima a gestão da equipa de desenvolvimento, criando uma sinergia que permite o desenvolvimento de software com qualidade.

Quais são as mais valias?

A mais valia evidente é a otimização da organização, a massa cinzenta que outro hora realizava tarefas repetitivas pode agora dedicar-se ao trabalho que se traduz efetivamente em valor para a organização. Esta mais valia é ainda mais evidente em organizações cujos recursos sejam limitados. A outra vantagem reside no facto de que a quantidade de processos a robotizar é definido pelo cliente. Ao receber os processos robotizados, o cliente pode começar a testar e o feedback dai resultante irá alimentar o fluxo de desenvolvimento dos próximos sprints. O nível de pressão por resultados diminui do lado do cliente, visto que estes são evidentes logo nas primeiras etápas, permitindo que o desenvolvimento dos robots seja feito “com cabeça” e sem timelines malucas e ruinosas para ambas as partes. As soluções RPA necessitam de software simples para a sua instalação, sendo que na maior parte dos casos um simples laptop é suficiente, os RPA são como trabalhadores virtuais. Para dar suporte aos RPA’s não é necessário conhecimento tão especializado visto que estes não envolvem código, recursos do negócio com alguma formação conseguem manter estes a funcionar.

Por onde começar?

Fale connosco, rpa@rma-it.com, www.rma-it.com. A RMA IT está focada em soluções RPA e pretende ajudar os seus clientes a tornarem-se melhores e mais eficientes. Nada melhor do que uma conversa informal sem compromisso para esclarecermos quaisquer dúvidas.